O que se sabe sobre a prisão da turista gaúcha acusada de injúria racial em Salvador Crédito: Reprodução
A turista gaúcha presa em flagrante por injúria racial após cuspir e ofender verbalmente uma atendente negra no Pelourinho, em Salvador, foi colocada em liberdade provisória nesta sexta-feira (23), após audiência de custódia. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que optou por medidas alternativas à prisão e pelo encaminhamento da acusada a cursos de educação racial.
De acordo com o processo, Gisele Madrid Spencer César é acusada de chamar a funcionária Hanna Rodrigues dos Santos Lopes de “lixo” e de tê-la atingido com uma cusparada durante a discussão em um bar da região. O juiz Maurício Albagli Oliveira, da 2ª Vara de Garantias de Salvador, entendeu que não havia solicitação formal para prisão preventiva e determinou a aplicação de medidas cautelares.
Entre as determinações estão: manter distância mínima de 300 metros da vítima e das testemunhas; ficar proibida de frequentar a Praça das Artes, no Pelourinho, por 12 meses; apresentar-se virtualmente ao Judiciário a cada dois meses durante um ano; e não se ausentar de Porto Alegre por mais de dez dias, sem autorização judicial, nos próximos seis meses.
Em depoimento, a turista negou ter cometido ofensas raciais e afirmou que foi hostilizada por funcionárias do estabelecimento após pedir gelo para sua bebida. Disse ainda que teria sido vítima de preconceito por causa de sua cor. Já a atendente relatou que a mulher já vinha insultando outros trabalhadores do local e que, ao se aproximar, foi chamada de “lixo” e atingida por um cuspe no pescoço.
O caso segue em investigação e será acompanhado pela Justiça, que avaliará o cumprimento das medidas impostas e a responsabilização penal da acusada. fonte: Correio24h

