Treinador e policial é preso por suspeita de abusos contra alunas

Melqui Galvão foi denunciado por ex-alunas Crédito: Reprodução

O treinador de jiu-jitsu e policial civil Melqui Galvão foi preso em Manaus, alvo de uma investigação que aponta um padrão sistemático de abusos sexuais, manipulação psicológica e ameaças contra ex-alunas. Segundo a Polícia Civil e reportagem do Fantástico, o investigado utilizava seu prestígio no esporte e seu cargo na polícia para silenciar vítimas e familiares.

A delegada Mariene Andrade detalhou que Galvão seguia um roteiro estratégico para cometer os crimes:

  1. Conquista de confiança: Aproximava-se das famílias como uma figura de liderança e atleta renomado.
  2. Escalonamento: Após ganhar liberdade com as vítimas, iniciava comportamentos inadequados que evoluíam para abusos físicos.
  3. Intimidação: Utilizava sua função pública como policial para desencorajar denúncias.

Ao menos três ex-alunas formalizaram denúncias. Os depoimentos revelam episódios chocantes:

  • Vítima dopada: Uma adolescente relatou que, durante uma viagem para um torneio internacional, o treinador ofereceu um medicamento para “relaxar”. Ela adormeceu e acordou com o homem tocando seu corpo por baixo da roupa.
  • Abuso sistemático: Outra ex-aluna afirmou que os comportamentos inadequados começaram quando ela tinha apenas 12 anos, culminando em relações sexuais forçadas aos 14 anos.
  • Normalização do crime: As vítimas relataram que Galvão tentava convencer as jovens de que aquela situação era “normal” e que ele mantinha relações semelhantes com outros alunos.

A prisão temporária foi autorizada pela Justiça de São Paulo após serem identificados indícios de que o suspeito estaria tentando destruir provas e interferir no andamento das investigações.

Melqui Galvão é investigado pelos seguintes crimes:

  • Estupro de vulnerável;
  • Importunação sexual;
  • Ameaça;
  • Invasão de dispositivo informático.

Com a prisão do treinador, a Polícia Civil acredita que novas vítimas possam se sentir seguras para procurar as autoridades e formalizar novas denúncias. Fonte: Correio 24hrs

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