Siston projeta o duelo inusitado entre Bahia sub-20 e Brasil: ‘Nunca passei por isso’

Contratado no início deste mês para comandar o time sub-20 do Bahia, o técnico Diogo Siston se prepara para o desafio mais inusitado até então da carreira: enfrentar a Seleção Brasileira da categoria. A partida está marcada para o próximo sábado (26), às 19h, no Barradão. O treinador foi o entrevistado da noite desta terça-feira (22) no programa BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama. "Não é normal, eu nunca passei por essa situação de estar em um clube e enfrentar a seleção brasileira da categoria. Vai ser uma oportunidade para nossos jogadores, para eu conhecer o elenco. Conheço Ramon, tive a oportunidade de subir e ser companheiro de time dele. A expectativa é muito grande, sabendo que enfrentaremos bastante dificuldade. Ramon não teve muito tempo para trabalhar, mas vai começar a dar sua cara. E também pela qualidade dos atletas que vamos enfrentar. Espero mostrar uma equipe organizada defensiva e ofensivamente", comentou. Além do adversário inusitado, outro fato curioso é que o lateral-direito André foi convocado pelo técnico Ramon para a seleção. O jovem pertence ao Bahia, mas tem integrado o elenco principal, comandado pelo treinador Guto Ferreira. "Quando eu cheguei, André já estava no profissional. Não tive a oportunidade de treiná-lo. Nos encontramos algumas vezes, mas não dei muita ousadia pra ele não. Só parabenizei pela convocação e vamos ver o que a gente vai enfrentar lá. É legal. É uma situação até engraçada", disse Siston. Diogo Siston chegou ao Tricolor para substituir Fernando Oliveira, que aceitou a proposta do Atlético-MG. O novo comandante falou da recepção pelo elenco do Esquadrãozinho e revelou que os jovens atletas brincaram dizendo que ele havia tirado o título da Copa do Brasil sub-20 em 2020, quando comandava o Vasco. Naquela edição, as duas equipes se enfrentaram na final, porém o Cruzmaltino levou a melhor. "Naquele momento que estávamos no Vasco, sabíamos que enfrentaríamos um adversário qualificado, com trabalho, com jogadores qualificados e que não seria fácil. Foram dois jogos muito disputados e no final… Até os meninos aqui brincaram comigo: "Você tirou o nosso título". Não, não tirei. Foi o Vasco contra o Bahia naquele momento e aconteceu do Vasco ser campeão", contou. "Estou esperançoso, porque primeiro fui muito bem recebido por todos os profissionais, da minha comissão e de toda a base, todos no CT, mas principalmente pelos jogadores, que entendem que venho aqui para somar. Que tenhamos um bom ano", completou. Siston já iniciou os trabalhos de olho na disputa do Campeonato Baiano sub-20, que começará em abril. No dia 9, o Bahia estreia contra o UNIRB, no Carneirão, pela primeira rodada. Em meio à preparação, o time fez um jogo-treino contra o Jacuipense e aplicou uma goleada de 7 a 1, disputado em três tempos. "Meu primeiro contato tem sido bem interessante. Temos um elenco qualificado. Alguns jogadores que estão no profissional, e inevitavelmente vão acabar descendo em alguns momentos. E jogadores que subiram do sub-17, com boa qualidade técnica, que vão fazer parte e sustentar as competições que vão vir. O Brasileiro sub-20 é bem pesado. Espero que durante o início de trabalho, a campanha no Baiano, até a estreia no Brasileiro estejamos mais preparados", avaliou. Além do estadual, o calendário do sub-20 do Tricolor ainda inclui o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste. Siston destacou a necessidade de reforçar o elenco para ter uma equipe competitiva. Além disso, ele ressaltou a possibilidade de algum jovem ser chamado para integrar o time principal, que vai brigar pelo acesso à Série A do Brasileiro. "É normal. Todo time grande tem cobrança da torcida, e logicamente a torcida fica de olho na base. No caso do Peterson, foi feito antes de eu chegar. Ele já estava aqui. Sabemos que para sustentar o Brasileiro sub-20 precisamos, em algumas posições, que acabam tendo carências, contratar. Vamos disputar quatro competições neste ano. O Baiano, o Brasileiro, a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil. Precisamos de elenco, e inevitavelmente, caso o profissional precise, alguns jogadores vão subir. Ainda mais quando a equipe profissional está na Série B. Sabemos que o orçamento diminui, então é inevitável que esses jogadores que estão aqui no sub-20 subam para o profissional", pontuou. "Como eu te falei anteriormente, é natural que quando a equipe está na Série B que seja mais utilizado. O mais importante que encontrei no Bahia, não existe uma barreira física no CT. Tem estrutura administrativa, de sala, mas não física. A primeira impressão foi fantástica, que existe essa integração", finalizou. Diogo Siston contou sua trajetória como jogador e como técnico. Ele iniciou a carreira de treinador no Vasco, onde atuava como supervisor das categorias de base antes de ir para a beira do gramado. Assista a entrevista na íntegra ao BN na Bola:Fonte: Bahia Notícias

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