Russos adiam entrega de documentação e frustra compradores da Sputnik V

Fundo Russo de Desenvolvimento se reuniu com agência, mas não apresentaram documentos.

As doses da Sputnik V compradas pelos estados nordestinos e as 10 milhões pelo Ministério da Saúde geraram expectativa aos brasileiros, mas a demora dos russos para entregarem as documentações necessárias para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprove o uso da vacina ainda não foram entregues, e há dois meses os documentos são esperados.

Apesar de representantes do Fundo Russo de Desenvolvimento e o laboratório União Química terem se encontrado com a agência na quarta-feira (17), nenhum documento ou solicitação de uso emergencial foi apresentado. Dessa forma, mais uma reunião foi marcada e está prevista para acontecer na próxima segunda-feira (22).

“Durante a reunião, foram realizadas apresentações referentes às informações sobre qualidade, eficácia e segurança da vacina. Entretanto, o relatório oficial não foi enviado. São pendentes dados essenciais para a análise, que estão sendo discutidos entre as partes”, disse a Anvisa em nota.

“A Anvisa orienta que a autorização de uso emergencial seja submetida quando os dados contemplem a população-alvo, como características do produto, os resultados dos estudos pré-clínicos e clínicos e a totalidade das evidências científicas disponíveis relevantes para o produto. Essas informações fazem parte dos resultados provisórios de um ou mais ensaios clínicos fase III e indicam que os benefícios da vacina superam seus riscos, de forma clara e convincente”, continua o comunicado da agência.

Agora, o medo dos governadores do Consórcio Nordeste é de que, apesar da compra das doses que farão parte do Plano Nacional de Imunização, o cronograma apresentado não seja cumprido.

O governador da Bahia, Rui Costa, por exemplo, adquiriu 9,7 milhões de doses do imunizante. Varela

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