Presidente do Bahia comenta situações de Gregore, Ramires e da saída de Régis.

Durante a live do Bahia Notícias desta terça-feira (21), o presidente Guilherme Bellintani comentou as situações do volante Gregore e do meio-campista Ramires, além da saída do também meia Régis, que se transferiu para o Cruzeiro. O dirigente ressaltou a necessidade do clube baiano na receita de venda de jogador para manter as contas em dia.

“Por enquanto a gente não fala nisso [na venda de Gregore], porque o mercado está parado, o mundo não fala em futebol. O telefone não toca para negociação de jogador. Naturalmente a gente sabe que precisamos atingir uma meta de 30 milhões de faturamento em venda de atletas nesse ano de 2020 e a gente não abre mão disso. O que está em jogo é a sustentação financeira do clube, que vem num processo de reconstrução desde 2013 que é muito difícil. Infelizmente a gente tem que vender alguns atletas para cobrir dívidas, para manter o clube em funcionamento, manter os compromissos em dia. Mas a gente mesmo negou uma proposta por Gregore, porque entendíamos que ele é fundamental e importante na estrutura do time nesse momento. As vezes também precisamos abrir mão de algum recurso para estruturar melhor o time e a competitividade ao longo do ano. Mas infelizmente a gente sabe que quando o futebol voltar vão ter mais propostas, não sei se por Gregore, especificamente, mas por qualquer jogador que tenha, a gente analisa e sendo uma boa proposta, posso garantir que a análise da gente é sempre levando o melhor possível para o clube. Isso eu não abro mão nunca e se eu entender que não é o melhor, a gente não faz. Mas quando chegar, a gente precisa fazer”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias.

Sobre Ramires, Bellintani seguiu a mesma linha de raciocínio em relação a Gregore. O Tricolor está aberto a negociar uma transferência em definitiva do jovem, porém não se sabe o interesse do Basel no atleta. Ele tem contrato com o clube baiano até o fim de 2022.

“Ramires tem contrato até o final de maio com o Basel, que tem a opção de compra por 6 milhões de euros. Vamos aguardar. Temos falado com ele, o Diego fala bastante também. Não temos maiores informações do Basel. Ramires jogou pouco, teve duas contusões lá somadas a própria pandemia e ao período de adaptação dele em Basel. Então, a gente tem uma dificuldade em entender exatamente o que o Basel vai propor, quais são os parâmetros, mas não tendo negócio, Ramires volta e compõe o nosso time aqui. Tendo negócio, estamos à disposição para fazer e flexibilizar o que for necessário”, disse.

Já sobre o acerto de Régis com o Cruzeiro, o dirigente do Tricolor avaliou o negócio positivamente. O meia foi para o time de Belo Horizonte por empréstimo. “Régis foi sempre um jogador muito importante para o clube em 2017 e depois no começo de 2018. Depois, ele optou por ir jogar na Arábia e depois foi para o Corinthians. E nessa volta, com a contratação de Rodriguinho, a gente entendeu que aquela posição estava bastante ocupada e, de certa forma para o próprio Régis, ele entendia como interessante ir para outro projeto. Então, nesse momento de crise que a gente precisa reduzir custos, essa negociação foi bem-vinda. O Cruzeiro se interessou, foi bom para o jogador e bom para o Bahia também. Ele mantém o vínculo federativo com o Bahia, foi apenas por empréstimo, mas a gente entende que é o positivo nesse momento”, comentou.

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