Policial é preso com cocaína em Salvador em operação contra o tráfico internacional

Um policial foi preso ao ser flagrado com cocaína durante uma operação contra o tráfico internacional de haxixe, cocaína e outras drogas sintéticas, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14), em Salvador. No total, dois policiais militares, um ex-soldado e outras oito pessoas tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos nos estados da Bahia, São Paulo e Goiás, nesta 3ª fase da Operação Olassá.

Os dois policiais militares era suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa que contratava pessoas para viajar para a Europa e Ásia transportando entorpecentes em voos que saiam dos aeroportos de Salvador, Guarulhos, Rio de Janeiro, Recife e Curitiba.

"Um dos policiais acabou preso ao ser flagrado com cocaína. Ele jogou o entorpecente pela janela, mas a nossa equipe localizou e fez a prisão em flagrante. Já o ex-PM já havia sido alvo da Força-Tarefa e posteriormente demitido pelo crime de extorsão", detalhou o corregedor-geral da SSP, Nelson Gaspar Álvares Pires Neto.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Salvador, que também decretou o sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados. Cerca de 60 policiais federais e 30 policiais militares da Bahia e de São Paulo atuaram na operação. Outros oito mandados também foram cumpridos nos estados de São Paulo e Goiás.

Operação Olassá

A primeira fase da Operação teve início em 2019 e por meio de informações recebidas pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública da Bahia. Na época, os agentes identificaram que o chefe da quadrilha é o dono de uma barraca de praia em Lauro de Freitas.

Ele usaria o estabelecimento para aliciar pessoas – as chamadas “mulas” – para levar a droga. O suspeito também era o responsável por providenciar os passaportes, as passagens e ainda fornecia os euros para custear as despesas da viagem.

Em 2020, um baiano, Victor Brito Rodrigues Souza, conhecido como Reeves, foi preso na Espanha por tráfico internacional de drogas.

A ordem de prisão de Victor se tratava de uma 'difusão vermelha' da Interpol, um espécie de alerta emitido por países membros. "Quando se trata de difusão vermelha da Interpol, como nesse caso, os dados do foragido e do mandado de prisão são difundidos a todos países membros da Interpol pelo sistema próprio. Havendo suspeita de que o foragido tenha ingressado em seu território a polícia local realiza diligências para sua localização e prisão", explicou a PF à época.

Correio 24hs

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