Polícia Civil investiga ameaça de atentado recebida por escola privada em Salvador

Uma ameaça de atentado amedrontou os pais de estudantes do Centro Educacional Titânia, em Cajazeiras, nesta segunda-feira (04). Mas, o que parecia ser um ataque violento, suspeita-se de que seja apenas uma brincadeira espalhada em uma rede social.

Com medo do que poderia acontecer com sua filha de 7 anos, Eva Vilma, 46, não a levou para a instituição de ensino, mas foi até o local em busca de esclarecimentos. Ela chegou bastante nervosa e não conseguiu conter as lágrimas diante da situação.

"Foi um pânico grande, a gente está pedindo a Deus para que nada disso aconteça realmente. Fui tranquilizada pela funcionária da escola, mas é muito complicado de lidar, não quero trazer minha filha agora, mas está chegando a semana de provas", se preocupa Eva.

Ela ficou sabendo da ameaça por meio de um grupo de pais em um aplicativo de mensagens. De acordo com ela, um perfil anônimo em uma rede social, intitulado com as iniciais do colégio, publicou, na última sexta-feira (01), um texto informando que "haveria um massacre segunda-feira", diz Eva.

No colégio, ela foi informada que há suspeita de que a ameaça tenha sido, na verdade, uma brincadeira de 1º de abril, mas que o autor da publicação ainda é desconhecido e o fato está sendo apurado pela direção. Ainda segundo Eva, a diretora não estava presente na instituição educacional e nenhum comunicado sobre a ameaça foi enviado aos pais.

Assim como ela, Elaine Vieira, 27, também tem uma filha que estuda na unidade e não se sentiu segura para levar a criança de 6 anos ao colégio. Ela contou que só recebeu um posicionamento da instituição porque foi até o local. Quem a atendeu não foi a diretora, mas sim uma funcionária e os policiais da ronda escolar que foram acionados após a publicação sobre o ataque.

"Eles disseram [funcionária da escola] que foi uma notícia falsa, só que é algo muito sério, de péssimo gosto. Disseram que já começaram a investigar a situação, que já colheram prints e que está tudo com a polícia. Mas, o que me deixou mais tranquila foi a presença da ronda escolar, porque eu cheguei muito nervosa", conta

A Polícia Militar (PM-BA) informou que por volta das 7h30 de segunda (4), a Ronda Escolar foi acionada, através do telefone funcional da unidade, pela direção do Titânia, com a informação de que havia nas redes sociais diversas ameaças de um possível atentado contra a unidade de ensino. Uma guarnição foi enviada ao local e orientou a direção a registrar uma ocorrência na Delegacia de Polícia Civil.

Preocupado, Flávio Reis estava entre os pais que saíram às pressas do trabalho. Ele seguiu para o Titânia, com medo de que sua filha, de 10 anos, estivesse em risco. "Fiquei sabendo hoje de manhã. Como pai é muito preocupante, vim procurar ver como está minha filha", fala Flávio.

Uma mãe que preferiu não se identificar, tentou mostrar o perfil, autor da ameaça, a reportagem, mas a conta já havia sido desativada. Ela não costuma levar a filha para o colégio, mas ontem, preferiu permanecer na instituição até o fim do primeiro turno.

A Polícia Civil informou que a página foi apagada após a repercussão e o pânico causado. O caso é investigado pela 13ª Delegacia Territorial (DT/Cajazeiras).

A direção do Centro Educacional Titânia foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou sobre o assunto. Já a Secretaria Municipal de Educação informou que não responde por questões relacionadas à instituições educacionais privadas.

*Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo

Correio 24hs

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