Maqueila passará por audiência de custódia na segunda-feira

Investigada no inquérito que apura a morte do empresário e ex-detento Leandro Troesch, Maqueila Bastos passará por uma audiência de custódia nesta segunda-feira. O procedimento será feito no formato virtual e foi determinação de uma juíza da Comarca de Nazaré, responsável pela decretação da prisão dela.

Maqueila está na Delegacia Especial de Repressão a Crimes contra Criança e o Adolescente (Dercca), pois em Salvador não há custódia exclusiva para mulheres. Mas ela poderá ser transferida a qualquer momento para o Presídio Feminino. " A juíza determinou a transferência porque na Dercca não dava para fazer a audiência de custódia", declarou o delegado Rafael Magalhães, responsável pela apuração do caso.

Até a manhã deste sábado (9), Maqueila permanecia na Dercca. A reportagem tentou falar com o advogado dela, João Alves, mas até o momento ele não respondeu.

Nomes
Maqueila prestou depoimento nesta quinta-feira (07). Durou cerca de duas horas e ela respondeu todas as 40 perguntas feitas pelo delegado Rafael Magalhães. Maqueila deu nomes de pessoas, lugares e circunstâncias. Mas os detalhes não foram revelados para não comprometer a investigação.

Maqueila teve o mandado de prisão decretado junto com a amiga, Shirley Silva Figueredo, mulher de Leandro. Em uma foto publicada em um perfil no Instagram, Maqueila exibe no braço direito uma aliança dourada contendo a letra "S" e o nome de Shirley tatuado ao lado do desenho de um coração.

As fotos vieram à tona um dia após a Polícia Civil recusar da decisão de retirar o delegado Rafael do caso. Magalhães, que está desde o início da apuração, soube, então, que não estava mais à frente do inquérito durante o interrogatório de Maqueila, inclusive seu substituto teve o nome publicado no Diário Oficial, assim como a sua saída. No entanto, no final da noite, a PC divulgou nota recuando, mantendo Magalhães no caso.

Entenda o caso
O empresário baiano Leandro Troesch morreu com um tiro na cabeça no dia 25 de fevereiro. Ele era um dos donos da famosa Pousada Paraíso Perdido, em Jaguaripe, no Recôncavo Baiano.

De acordo com informações da Polícia Militar, Leandro foi encontrado caído e com o ferimento provocado pelo tiro na própria pousada. Eles isolaram o local e acionaram o Departamento de Polícia Técnica para remoção do corpo e realização da perícia.

Acostumado com os holofotes e a vida glamourosa que levava na cidade de Jaguaripe, na região do Recôncavo Baiano, Leandro foi preso em fevereiro do ano passado, ao lado da companheira Shirley da Silva Figueredo. O casal estava na pousada quando foi surpreendido pela polícia e, na época, a defesa lutava pela soltura, alegando prescrição do crime. Eles foram sentenciados pelos crimes de roubo e extorsão mediante sequestro contra a uma mulher em Salvador. O crime foi cometido em 2001.

Leandro e Shirley viviam uma vida normal, apesar de terem sido condenados em segunda instância pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em 2010 a 14 e 9 anos de prisão, respectivamente, em regime fechado. Apesar disso, os dois estavam foragidos, mas viviam publicando fotos normalmente nas redes sociais.

Após a morte de Leandro, a pousada suspendeu todas as reservas feitas para o período de Carnaval, justificando apenas que houve um "gravíssimo acidente sofrido pelo proprietário". Não há informações sobre como ficará a situação dos clientes.

Billy, funcionário de Leandro Silva Troesch, foi assassinado a tiros no mesmo dia em que prestaria depoimento sobre a morte do patrão. A vítima foi encontrada morta no dia 6 de março, no distrito de Camassandi, no mesmo município.

O delegado Rafael Magalhães detalhou que a vítima era amigo e considerado o "braço direito" do empresário Leandro Silva Troesch. Billy chegou a ser ouvido pela polícia após a morte de Leandro, mas seria ouvido mais uma vez no dia 6.

Correio 24hs

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