Mãe de quadrigêmeos, ex-The Voice Lia Gondim conta experiência com recém-nascidos

Lia com João Rafael, Pedro Hugo, Ananda e Valentina

Se ser mãe de um é um desafio, ser mãe de quadrigêmeos é quatro vezes mais desafiador. A cantora e ex-The Voice Brasil Lia Gondim teve uma surpresa ao descobrir que a gravidez tão sonhada não traria nem um, nem dois nem três bebês, mas quatro.

Com João Rafael, Pedro Hugo, Ananda e Valentina, de dois meses, em casa, em Salvador, a mamãe de primeira viagem e o esposo, o produtor Fernando Rosa, reúnem forças para cuidar dos quadrigêmeos.

Apesar do Dia das Mães ser uma data cheia de presentes e programas especiais, a cantora revela que está tão cansada que não tem planos para desfrutar a data por agora. “É cocô e fralda. O planejamento é curtir eles, [mas] não tem nem condições de combinar. Estou vivendo um momento de loucura total”, diz.

Lia, no entanto, afirma que não mudaria nada desde a gravidez. “Sempre tive na minha cabeça, para você ter uma grande bênção, precisa estar preparado para passar pelo processo. Olho para trás e vejo que a luta foi grande. Mas toda noite agradecia a Deus e observava o que tinha acontecido de positivo”, conta.

As quatro fofuras de Lia, com 2 meses de idade (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

Estando os bebês ainda com dois meses, os momentos de felicidade são as pequenas trocas de olhares, sorrisos e frágeis apertos de mão que fortalecem a relação maternal. Aproveitando cada fase do crescimento, Lia anseia pelos ciclos futuros. “Para viver essa fase mais difícil, eu fico mirando uma fase próxima, que vai ser quando começarem a chamar ‘mamãe’, a bagunçarem, a correr, que eu acho uma delícia”, afirma.

A cantora define a maternidade quádrupla como uma “abundância de milagres”. Segundo especialistas, a gestação gemelar apresenta riscos para a gestante e os bebês, tais como aborto espontâneo, diabetes gestacional e descolamento da placenta. Assim, Lia declara a todo momento gratidão por ter tido uma gravidez saudável e os quadrigêmeos terem nascido, ainda que prematuros, sadios.

A privação do sono e cansaço por múltiplas tarefas são os principais desafios. “Eu choro quase todos os dias, mas eu choro de exaustão, não é tristeza”, desabafa. Com uma rotina completamente diferente da pré-maternidade, quando fazia shows e dava aula de música, agora está 24h do dia focada na amamentação, troca de fraldas e em colocar os recém-nascidos para dormir.

Rede de apoio
Para auxiliar, os familiares do casal dão assistência na criação como uma rede de apoio para as necessidades dos bebês. Os pais de Lia, de 75 anos, são vizinhos da nova família e se fazem presentes para socorrer. “Chegou um momento que eu não conseguia levantar da cama só. Precisava de alguém para me puxar, até para virar de lado precisava que alguém ajudasse a carregar a barriga. Quando ele [Fernando] viajava, meu pai vinha dormir aqui, minha mãe vinha dormir aqui, ficávamos juntos o tempo todo”, conta ela, sobre o período da gravidez.

Os gastos também são altos. Oito fraldas por bebê, 32 por dia, somando quase 1.000 por mês. Alimentação, roupas e remédios em dose quádrupla são outras necessidades custosas dos recém-nascidos. Pelas redes sociais, seguidores de Lia ou do perfil dos quadrigêmeos se dispõem a ajudar, doando materiais necessários.

*Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo

Correio 24hs

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