Euclides da Cunha anuncia corte de R$ 1,8 milhão no orçamento do São João

O orçamento para o São João deste ano na cidade de Euclides da Cunha, no norte da Bahia, sofreu uma redução, saindo de R$ 2,8 milhões para R$ 1 milhão. Segundo o prefeito da cidade, Luciano Pinheiro (PDT), a medida foi tomada para remanejar o dinheiro para outros setores e driblar a crise econômica causada pela pandemia da covid-19.

O prefeito explicou que entende a importância do São João para a economia e valorização da cultura, mas que a pandemia demandou que a cidade passasse por ajustes financeiros para manter o equilíbrio da máquina pública. A cidade terá um Arraiá do Cumbe, mas a festa será menor. Segundo o gestor, será um São João retrô, como era feito 20 anos atrás. Os festejos começam na quinta-feira (23) e seguem até o domingo (26).

“Ao invés de gastar três milhões em uma festa, eu achei melhor investir em saúde. Compramos três vans com 16 lugares, três ambulâncias e dois veículos pequenos, incluindo um para a Educação, totalizando um investimento de R$1,4 milhão. Para a UPA do município, será entregue raio X digital, sistema de digitalização do mamógrafo, monitores multiparamétricos, bombas de infusão e cama elétrica, investimento de R$400 mil”, explicou o prefeito.

O anúncio da redução do orçamento para o São João em Euclides da Cunha acontece após polêmica de cachês de artistas sertanejos contratados por prefeituras municipais. Segundo apuração do CORREIO, cidades do interior da Bahia conhecidas pelas grandes festas de São João vão investir mais dinheiro nos eventos deste ano do que antes da pandemia, em meio às investigações envolvendo os cachês das grandes estrelas da música sertaneja.

De dez municípios pesquisados pela reportagem no início deste mês, pelo menos seis gastarão mais do que em 2019 e, destes seis, quatro estão com situação de emergência decretada por conta das chuvas que causaram devastação em dezembro passado. Amargosa, Jequié e Cruz das Almas são os municípios que mais aumentaram o investimento na festa junina, chegando a 7,5 vezes mais do que o empregado há três anos.

Correio 24hs

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