Documentário conta histórias de baianos que usaram a arte para lutar pela vida

Ninfa Cunha é uma das personagens do documentário

Ao longo do tempo, temos testemunhado o quanto a arte em todas as suas formas e linguagens tem o poder de transformar vidas e estudos recentes evidenciam o impacto da cultura na promoção da saúde física e mental. Dar rosto e voz a estas evidências através de narrativas reais é a proposta do documentário “Histórias da vida”, com direção de Dayse Porto.

O projeto é realizado a partir da lei federal de incentivo à cultura com patrocínio do Hapvida. A realização é da Maré Produções Culturais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. O lançamento será em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, no canal da produtora no Youtube.

Com duração de aproximadamente 35 minutos, “Histórias da vida” é um média-metragem com registros em audiovisual das histórias de 11 pessoas selecionadas.

De acordo com a diretora do documentário, Dayse Porto, o projeto nasceu de um bate-papo com as produtoras Fernanda Bezerra e Beth Ponte sobre a importância da cultura na vida das pessoas.

“Dessas conversas, surgiu a ideia de contar as histórias de quem enfrenta problemas de saúde e utiliza as diferentes linguagens de arte como ferramenta de transformação da própria vida”, explica.

Após um longo processo de pesquisa capitaneado pelo jornalista Eduardo Uzeda, a equipe de produção identificou 11 perfis, apresentados nas 10 histórias que compõem o documentário. Os personagens participantes do projeto, entre pacientes, familiares e profissionais de saúde, são diferentes em raça, crença, classe social, mas encontram na arte o seu ponto de convergência.

“Mesmo com tantas realidades distintas, somos unidos pela humanidade que permite que a música nos toque e, assim como todos nós sentimos isso enquanto colhíamos aquelas histórias tão bonitas, acreditamos que o público que assistir ao documentário sentirá o mesmo”, diz Dayse.

Dividido em 10 segmentos que contam as histórias individualmente, o público terá oportunidade de conhecer relatos como o de Helisleide, cuja descoberta da arte trouxe libertação, consciência e acabou se transformando em profissão. Ela foi diagnosticada com uma série de doenças mentais e internada em manicômios diversas vezes. A vida se transformou quando foi convidada para fazer parte do Insênicos, grupo de teatro formado por pessoas em sofrimento psíquico. Dali veio o convite para estrelar um espetáculo de teatro profissional: “Holocausto brasileiro”, que lhe rendeu o prêmio de Atriz Revelação no Prêmio Braskem de Teatro. Ela se autodeclara atriz e louca e diz que o teatro é a sua luz.

O média-metragem conta ainda as histórias do cirurgião de cabeça e pescoço Lucas e de seu paciente Wilde, unidos pela música; da médica Marina, recém-saída da residência que se viu como diarista da UTI de Covid de um dos maiores hospitais de Salvador; da menina Luisa, que nasceu com uma síndrome que lhe traz atrofia e rigidez dos membros, e sua avó, Ivanete; da profissional da área da saúde Maria Emília, que se viu no limite da exaustão como chefe de enfermagem; de Maria, familiar de pessoa acometida por uma doença degenerativa; de Mônica, que perdeu a mãe para o câncer e resolveu transformar a dor em arte; de Madalena, que ressignificou a vida após descobrir ter lúpus; e de Ninfa, que mesmo tendo uma doença degenerativa que lhe traz atrofias e limitação motora, decidiu dançar com sua cadeira de rodas.

“Foi transformador para todos nós da equipe poder abordar de forma tão sensível e sem sensacionalismo um tema tão importante e abrir ainda mais o debate sobre a importância da arte na vida das pessoas”, aponta Dayse.

Conheça mais sobre o projeto: bit.ly/historiasdavida


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