Bruno anuncia exigência de 3ª dose para Carnaval e não estuda adiar a festa

Foto: Shirley Stolze / Agência A Tarde

Após cogitar o adiamento do Carnaval de 2022 por conta das condições sanitárias, o prefeito Bruno Reis (DEM) voltou atrás e descartou a possibilidade de tomar decisões enquanto não se reunir com o governador Rui Costa (PT) para discutir o planejamento da folia.

Em coletiva na manhã desta quinta-feira, 18, durante o lançamento do programa Mãe Salvador no Palácio Thomé de Souza, o gestor voltou a afirmar que é de seu desejo que a festa aconteça no ano que vem e que ideias como a adoção de passaporte sanitário podem ser adotadas.

“Não estudo adiamento, não estudo qualquer mudança na realização do Carnaval, enquanto eu não sentar com o Governador. Mas tem algumas coisas que se pode pensar, como por exemplo, exigir que todos os ambulantes estejam com ciclo vacinal em dia, cordeiros, músicos, as pessoas que forem trabalhar nos camarotes, as pessoas que trabalharem na festa de modo geral”, ponderou.

O prefeito apontou também a possibilidade de exigir o ciclo vacinal em dia, com aplicação de terceira dose, para todos aqueles que queiram estar presentes na festa, o que pode criar um impasse já que boa parte da população soteropolitana tomou a 2ª dose nos meses de outubro e novembro e o tempo de intervalo para a 3ª dose é de cinco meses, o que impossibilita que os mesmos completem seu ciclo vacinal antes do mês de março.

“Todos que queiram se vacinar e para entrar no circuito a gente vai exigir o máximo, que é a pessoa estar com o ciclo vacinal em dia. Não é nem mais a segunda dose. Estamos definindo os protocolos e quando tiver essa conversa com o governador vou apresentar a ele em que molde seria realizado o Carnaval”, explicou o prefeito, que voltou a afirmar que a festa só acontecerá caso os índices da pandemia permitam a sua realização.

“O que eu tenho defendido todos sabem é que nós possamos anunciar a realização condicionada a números, dentre os quais a vacinação. Lá na frente, no final de fevereiro, se os critérios não tiverem sido atendidos ou tiver o risco de ter um aumento no número de casos e que as pessoas possam perder a vida por conta do carnaval, ninguém vai realizar carnaval nessas condições”, ponderou. A Tarde

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