Banco Central sobe taxa básica de juros para 12,75%; saiba como ganhar dinheiro

O Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) aumentou a Taxa Básica de Juros no Brasil (Selic) para 12,75% ao ano. A medida veio como remédio para tentar frear o avanço da inflação, que ainda não deu trégua no País.

Em pouco mais de um ano, considerando o período compreendido entre janeiro de 2021 e março deste ano, o Banco Central elevou a taxa de 2% ao ano para 11,75%, o que significa uma elevação de 9,75 pontos percentuais até o referido mês.

Ainda segundo as estimativas da Anefac, com a Taxa Básica de Juros em 12,75% ao ano as aplicações em Renda Fixa, como os Fundos de Investimento, continuam ganhando mais atratividade e ganham da Poupança na maioria das situações.

Entretanto as Cadernetas de Poupança vão continuar interessantes frente aos fundos de renda fixa, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 2,50% ao ano. Tal fato ocorre uma vez que a caderneta de poupança tem seu ganho garantido por lei (TR + 6,17% ao ano) e não sofre qualquer tributação diferentemente dos fundos de renda fixa que possuem tributação do imposto de renda sobre seus rendimentos, sendo maior esta tributação quanto menor for o prazo de seu resgate além de ter a cobrança da taxa de administração.

Tendo em vista a Taxa Básica de Juros ter ultrapassado o percentual de 8,50% ao ano, o rendimento da poupança antiga e da poupança nova passaram a ter a partir de agosto/2014 o mesmo rendimento de TR + 6,17% ao ano.

Assim sendo a nova regra da poupança de ter um rendimento de 70% da Taxa Básica de Juros (SELIC) mais a variação da TR não mais se aplica.

Com a Selic atual a poupança perde para os Fundos cujas taxas de administração sejam inferiores a 2,50% ao ano.

Quanto à rentabilidade das cadernetas de poupanças. mesmo com a elevação da Taxa Básica de Juros. elas vão continuar se destacando frente aos fundos de renda fixa cujas taxas de administração forem superiores a 2,50% ao ano, normalmente aplicações de valores menores pelo fato que não pagam imposto de renda nem taxas de administração.

Este fato, conforme a Anefac, deverá provocar em reduções nos custos das taxas de administração dos bancos para não perderem clientes.

Simulações

Uma aplicação financeira no valor de R$ 10 mil pelo prazo de doze meses (considerando aqui a Selic estável em 12,75% ao ano):

Na Poupança antiga este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 744,00 (7,44% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.744,00;

Na Poupança nova este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 744,00 (7,44% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.744,00;

Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 2,50% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 744,00 (7,44% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.744,00;

Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 3,00% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 693,00 (6,93% ao ano) totalizando
um valor aplicado de R$ 10.693,00;

Considerando uma aplicação em CDB o investidor teria que obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI para atingir o mesmo ganho obtido pela poupança nova, já que as aplicações em CDB’s pagam igualmente IR de acordo com o prazo de resgate da aplicação.

Juros do crédito

De acordo com os cálculos da Associação Nacional de Executivos – Anefac, com o aumento, a taxa de juros média sentida pelo consumidor deverá apresentar uma variação de 1,69%. Explica-se:

A Selic é descolada das taxas cobradas no mercado, mas uma alta básica é refletida nos juros cobrados desde as operações com cartão de crédito até financiamentos e empréstimos comerciais. Com a taxa em 12,75% ao ano, o empréstimo pessoal com bancos, que tinha taxa média de 3,86% ao mês e de 57,54% ao ano, passa a ter taxas médias de 3,94% (ao mês) e 59% (ao ano), variando 2,07% (mês) e 2,54% (ao ano).

Já no Cheque Especial, o impacto da nova alta deverá subir as taxas de 7,84% (ao mês) e 147,38% (ao ano) para 7,92% (ao mês) e 149,59% (ao ano), resultando numa variação de 1,02% (ao mês) e 1,50% (ao ano).

No cartão de crédito, os juros que estavam em média em 13,58% (mês) e 360,92% (ao ano) devem subir para 13,66% (ao mês) e 364,83% (ao ano) – variação de 0,59% e 1,08%, nos respectivos períodos.

Correio 24hs

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