Aos 50, Ivete cita ‘trajetória gigante’ e promete trabalhar ‘enquanto viver’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – "Vibrando e brindando!". É assim que a cantora e apresentadora Ivete Sangalo chega aos seus 50 anos, celebrados nesta sexta-feira (27). E nessa festa vale comemorar até mesmo os perrengues afirma ela, que tem 30 anos de carreira e garante já ter passado por muitas frustrações e pressões, inclusive estéticas.

"Tenho muita consciência de que todas as coisas que me aconteceram, tanto positivas quanto as mais difíceis, foram importantes para a minha tranquilidade hoje aos 50 anos", diz a artista em entrevista ao F5, garantindo que o tempo a ajudou a ter sintonia e equilíbrio para lidar com esse tipo de questão.

E quem pensa que Ivete já conquistou tudo está enganado. A cantora, que ficou conhecida nacionalmente como vocalista da Banda Eva, no início dos anos 1990, diz ter "um milhão de planos" e pretende manter o ritmo frenético de shows, carnavais e programas, prometendo continuar "enquanto eu viver".

E Ivete vai celebrar seus 50 anos como? Cantando! O show de aniversário acontecerá nesta sexta, na cidade baiana de Juazeiro, onde a cantora nasceu –a apresentação terá transmissão da Globo, após "Pantanal". No repertório estarão desde canções autorais até clássicos de sua carreira .
Pergunta – Olhando a sua trajetória, você faria algo diferente ou se arrepende de alguma coisa?

Ivete Sangalo – Olhando para tudo o que já aconteceu na minha vida até hoje, acho que tudo contribuiu para minha satisfação. Eu tenho muita gratidão! E tenho muita consciência de que todas as coisas que me aconteceram, tanto positivas, que foram muitas, quanto os momentos mais difíceis, foram importantes para a minha tranquilidade hoje aos 50 anos, embora eu esteja muito inquieta para os próximos anos que virão.

Há algo de que se arrependa?

IS – Eu não me arrependo de absolutamente nada. Ao contrário, inclusive eu acho gigante essa trajetória. Na verdade, eu não esperava, lá atrás, que a minha carreira teria o volume que tem hoje, na minha vida, no meu coração.

Aos 50 anos, você se preocupa mais ou menos com a vaidade?

IS – A vida inteira eu me cuidei muito, sobretudo para ter hábitos saudáveis. A gente sempre fala sobre uma pressão estética e, quando eu falo de cuidados comigo e com minha autoestima, passa também pela saúde mental. Uma das minhas grandes preocupações era manter a minha qualidade de vida nesse quesito.

E você acha que conseguiu ter êxito nisso?

IS – Toda pressão que vem maltrata, coloca em risco a saúde mental e, consequentemente, a física. E isso envolve estética, aparência e tudo mais. Eu procuro não me deixar levar por isso porque o tempo é implacável. Acho que nossa cabeça coordena esse corpo, esse tempo, e ela faz a gente ter uma sintonia de equilíbrio.

Com tudo isso, como você chega aos 50 anos?

IS – Eu agradeço por ter chegado aos 50 anos. Ao contrário do que muita gente pensa, chegar a essa idade é chegar agradecido, vibrando, brindando. Olha só, estamos chegando longe, que coisa boa!

Você é uma artista que canta, apresenta, atua. Até que idade o público poderá ver você nesse ritmo?

IS – Eu acho que o ritmo frenético e a energia vêm muito da minha personalidade. Creio que as pessoas sempre vão me ver num ritmo frenético. Ainda que eu não viva esse ritmo, minha personalidade sempre vai passar isso. As coisas que eu faço me completam, me deixam feliz.

Passa pela sua cabeça algum dia ficar em apenas uma área, desacelerar?

IS – Dentro do meu trabalho, a última coisa que eu penso é sobre quanto tempo eu vou fazer isso ou não vou fazer. Eu estou fazendo, isso que é o maior barato, o que me deixa feliz. O meu corpo, a minha cabeça e os meus planos me levam para um caminho de "eu quero viver, viver feliz, viver bem e fazer as coisas que eu gosto". O público ainda vai me ver muito na TV, no palco, de todo o jeito enquanto eu viver.

Com quase 30 anos de trajetória, você ainda tem planos e sonhos a realizar?

IS – Bom, eu tenho milhões de planos na minha cabeça, porque as coisas que realizei foram importantes para fortalecer ainda mais a minha vontade de continuar. É sobre o que nós vamos fazer, não só exclusivamente sobre o que já fizemos. Então, o frio na barriga é meu grande parceiro para viver essa vida com toda intensidade.

Esse friozinho ainda perdura?

IS – Eu tenho um friozinho na barriga desde o momento em que eu acordo e digo: "Ai, que coisa boa! Estou viva, cheia de saúde, louca para fazer tanta coisa". Para mim, é apenas o começo.

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