Programa de governo de Marina Silva não traz discussão sobre reforma trabalhista

O programa de governo da ex-senadora Marina Silva (Rede) não traz referências à reforma trabalhista, de acordo com a Folha. De acordo com a publicação, o mesmo texto discorre explicitamente sobre propostas da candidata para outras reformas, como a tributária, a previdenciária e a política.

Tampouco são citados os pontos que a presidenciável já afirmou em discursos e entrevistas que alterará. Entre eles, estão a possibilidade de trabalho insalubre para gestantes e lactantes, o pagamento de honorários advocatícios por quem perder ação judicial e a permissão para que  o horário de almoço seja de 30 minutos. “Isso não é modernizar, isso é voltar a relações pré-modernas de trabalho”, chegou a afirmar em entrevista em julho.

Em 2017, uma publicação no site da Rede Sustentabilidade também criticou o uso de intermitentes.

“Na reforma trabalhista, é inadmissível ter trabalhadores que ficam em processo de espera, de forma intermitente, sendo convocados a qualquer momento pelo empregador, sujeito a pagar multa se não estiverem à disposição”, dizia o texto, assinado pela ex-senadora.

Apesar disso, nas diretrizes divulgadas, Marina cita propostas sobre emprego, mas não menciona diretamente a legislação trabalhista, como os adversários.

A campanha da candidata afirma que o tema não foi tratado porque foram divulgadas apenas as diretrizes e não o programa completo.

M1

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