Pulverização com agrotóxicos causa intoxicação no Sul do estado

Moradores contaram que sentiram sintomas como náusea, dor de cabeça, diarreia, olhos ardentes e lacrimejantes, e lábios dormentes após aplicações de agrotóxicos

Estudantes de uma escola rural que fica próxima a uma plantação de eucalipto, no sul da Bahia, estão sendo intoxicados por causa do uso de agrotóxicos na pulverização do plantio, afirmou ontem a Human Rights Watch, ONG global de defesa dos direitos humanos.

A denúncia está no relatório “Você não quer mais respirar veneno”, da ONG, que também relata a ocorrência nas proximidades de locais de trabalho e casas da zona rural de outras regiões do Brasil.

A cidade onde ocorre o problema foi preservada, como forma de proteger os moradores, pois “muitos membros de comunidades temem sofrer represálias de grandes proprietários de terra com poder político e econômico caso denunciem as intoxicações ou defendam leis e regulamentações mais protetivas ao uso de agrotóxicos”, diz a instituição.

Os residentes da região contaram que sentiram sintomas como náusea, dor de cabeça, diarreia, olhos ardentes e lacrimejantes, e lábios dormentes após aplicações de agrotóxicos.

No dia 25 de junho foi aprovado o relatório do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), que derruba restrições à aprovação e uso de agrotóxicos no Brasil, incluindo os mais perigosos, que tenham características teratogênicas —causadoras de anomalias no útero e malformação no feto—, cancerígenas ou mutagênicas.

Metro 1

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