Com lesão superada, Jackson é atração do Bahia na estreia do Brasileiro Sub-23

Era um domingo, 7 de maio de 2017. O Bahia disputava com o Vitória, no Barradão, o título do Baianão. Substituindo Lucas Fonseca, Jackson entrou no segundo tempo e acabou sendo vice-campeão com o Tricolor no estádio do rival. Foi ali a última partida oficial disputada pelo defensor, que sofreu com uma sequência de lesões e uma nova cirurgia no joelho.

Um ano se passou até Jackson poder voltar ao campo. Nas últimas semanas, o defensor que foi peça importante na Série B 2016 vem treinando normalmente com bola e terá que recomeçar aos poucos, a começar pelo Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Nesta quinta-feira (14), às 19h15, ele acaba com a ansiedade e volta a jogar na competição sub-23, contra o São Paulo, em Pituaçu.

Vale lembrar que Jackson já não é mais nenhum iniciante. Com 28 anos de idade, ele é um dos três jogadores de linha acima da idade que o certame permite. Visivelmente emocionado durante entrevista coletiva na última terça-feira (12), ele falou sobre os momentos difíceis que passou.

“No campo pareço uma criança, parece que estou no parque de diversões, por tudo que passei, por tudo que sofri. Agradeço todo dia a deus por estar de chuteira, por estar no campo. Não estou 100% fisicamente, a parte técnica está boa. O joelho ainda sinto um pouquinho de desconforto, é normal por tudo que passei. Acredito que com dois ou três jogos do sub-23 eu estarei 100%”, declarou.

“Poxa… chego até a me emocionar de falar tudo que passei. Momento complicado da minha vida, da minha carreira. Somente meus familiares sabem bem o que passei. Alguns torcedores têm me cobrado, acham que não estou jogando porque não quero. Não sabem o que passei para estar aqui. Agora, se Deus quiser, só coisas boas, poder voltar a jogar e fazer o que mais amo”, completou o defensor, que não esqueceu da esposa Ana Flávia, dos filhos Miguel e Ana Rafaela, e dos pais Jailson e Regina.

Antecessor de Tiago na braçadeira de capitão do time principal, Jackson sabe que a competição não será um desafio fácil. Ainda mais pelo fato de recuperar a parte física para brigar pela titularidade após a Copa do Mundo.

“Esse Brasileiro de Aspirantes vai cair como uma luva pelo tempo que estou parado. Já tem um ano e um mês. Meu último jogo foi dia 7 de maio do ano passado, para mim é importante pegar ritmo de volta. Somente treinar com o pessoal não vou conseguir pegar ritmo bom para poder jogar. Vai ser importante. Não vejo a hora de poder reestrear logo”, explicou.

Contratado na temporada 2016, Jackson tem contrato com o Esquadrão de Aço até dezembro de 2019.

Bahia Notícias

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