OEA começa sessão que pode desencadear suspensão da Venezuela

A OEA (Organização dos Estados Americanos) iniciou nesta terça-feira (5) a assembleia que pode determinar o início do processo de suspensão da Venezuela, aumentando a pressão internacional sob o regime de Nicolás Maduro.

Um grupo formado pelo Brasil, Estados Unidos e outros cinco países lideram a iniciativa. Eles são os autores de uma resolução que, no último de seus dez parágrafos, prevê a discussão da suspensão da Venezuela por descumprimento à Carta Democrática Interamericana, que zela pelos princípios da democracia dos países-membros da OEA.

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O documento considera que as eleições que reelegeram Maduro no mês passado foram ilegítimas, afirma que a ordem constitucional no país foi violada e prega a retomada do Estado de Direito e das garantias e liberdades da população.

São necessários pelo menos 18 votos para a aprovação do texto -que será votado parágrafo por parágrafo, numa discussão que pode levar horas. Mas, caso aprovada, a medida aumenta o isolamento de Caracas e marca uma decisão histórica da OEA, organismo em que a Venezuela ainda exerce considerável influência.

O país tem o apoio de membros como a Bolívia, por alinhamento ideológico, e de países do Caribe, para os quais vendeu petróleo a preços subsidiados e que são atualmente seus devedores.

Por isso, uma eventual aprovação da resolução, ainda que seja apenas o início do processo, marca um endurecimento no posicionamento da OEA em relação ao regime de Maduro.

A reportagem apurou que há votos suficientes para aprovar a resolução, mas não para a suspensão em si, que depende do apoio de 24 países e só será decidida em uma assembleia extraordinária, ainda a ser agendada.

A sessão começou por volta das 17h de Brasília, e ainda discutiria outros temas antes de se deter na resolução sobre a Venezuela. No total, 35 países integram a OEA.

Com informações da Folhapress.

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