PM suspeito de atirar em motorista de ônibus é autuado por tentativa de homicídio

Policial foi encaminhado para custódia provisória, em Mata Escura; vítima está na UTI.

O policial militar suspeito de atirar contra um motorista de ônibus, no bairro de Ondina, em Salvador, foi indiciado pelo crime de tentativa de homicídio. Segundo informações da PM ao Varela Notícias, neste sábado (02), o agente foi reconhecido pelo cobrador do coletivo e logo após, identificado como policial militar.

Após a chegada de policiais que estavam na Base Móvel, em Ondina, o cobrador do veículo teria alegado que o motorista foi baleado após uma briga de trânsito, diz a polícia. Isto porque o policial, que trafegava na contramão na parte em obras da Avenida Oceânica, teria se desentendido com a vítima que trafegava no sentido legal. O Sindicato dos Rodoviários, no entanto, nega a versão e afirma que o motorista não teria esboçado nenhuma reação. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (1º).

Após balear a vítima, o policial teria deixado o local, no sentido Largo de Santana, mas o veículo acabou ficando preso em um buraco e ele foi alcançado pela guarnição.

Ainda segundo a PM, o suspeito foi autuado por tentativa de homicídio e, após passar por exames médicos no Instituto Médico Legal, foi ouvido na Corregedoria da PM e encaminhado para a Coordenação de Custódia Provisória (CCP), em Mata Escura. A polícia também informou que será instaurado um procedimento administrativo, por meio da Corregedoria, para apurar o envolvimento do policial no crime.

O motorista, de 40 anos, foi atingido na região abaixo da axila e, após ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi socorrido para um hospital particular, na Avenida ACM.

Em entrevista ao VN, o diretor jurídico do Sindicato dos Rodoviários, Cleber Maia, afirmou que o motorista está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e será submetido a uma cirurgia. “Estamos aguardando para que o companheiro se recupere. Estamos fazendo orações neste momento, mas caso ele venha a óbito, Deus ajude que não, vamos nos reunir para saber o que vamos fazer”, explica. Varela

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