Tite destoa de antecessores e cita quem está fora da lista

Tite destoa de antecessores e cita quem está fora da lista

46

Em geral, os últimos treinadores da seleção brasileira, como Dunga e Luiz Felipe Scolari, raramente se referiam aos jogadores que não eram convocados.

Essa, definitivamente, não é uma conduta seguida por Tite, que enumerou na quinta-feira (10) nomes monitorados para o Brasil. Para a lateral direita, por exemplo, se lembrou de Danilo (Manchester City) e Rafinha (Bayern).

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (11), o lateral corintiano Fagner tratou o fato como motivação e alerta de Tite contra o comodismo dentro de um grupo de jogadores encaminhados para a Copa do Mundo. “Isso demonstra que todo mundo tem condição de estar lá e pode estar lá. Se todos que estão não se dedicarem, não buscarem evoluir, não estiverem bem, tem os demais observados. Todos estão sendo vistos de tal maneira que, se não estiverem bem, podem não ir. Isso é interessante, porque ao mesmo tempo motiva quem está e quem não está na seleção”, avaliou Fagner, nome mais lembrado para a direita ao lado do titular Daniel Alves.

Ainda sobre jogadores ausentes, Fagner também comentou sobre Jô e Rodriguinho, nomes que se especulava poderiam estar na relação para jogos com Colômbia e Equador. “Eles reagiram muito bem.

Claro que pelo momento de cada um, cria-se uma expectativa, pela imprensa falar do momento, mas só por terem sido lembrados, do Tite ter falado dos nomes, de estar observado, é positivo. Tem de seguir trabalhando, quem foi convocado e quem não foi. Para quando for chamado, estar bem”, declarou. Já de quem está dentro, Fagner falou do novo goleiro chamado por Tite.

“Fico feliz de ver um companheiro sendo lembrado. A gente sabe o quanto o Cássio se cuidou, está bem, fruto do trabalho. E não me sinto na Copa ainda, tem algumas convocações antes. Tenho de seguir me dedicando. Só na última você pode se sentir ali dentro. Quando não, é seguir mostrando”, acrescentou, com humildade. “Seleção sempre teve matéria prima boa. Há um leque de atletas que não se consegue repetir a mesma convocação porque um se destacou mais.

Tem muita coisa em aberto, ninguém garantido. Garantido só vai ter na última, quando bater o martelo e for a última da Copa”, disse. Para Fagner, aliás, trabalhar com Fábio Carille no Corinthians e Tite na seleção é algo positivo: “pelo sistema, por já ter uma ideia de como se trabalha lá e que tem a repetição diária, você vai treinar e já tem automatizado e de forma natural”.

Com informações da Folhapress.

Sem cometários