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Enem

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O Ministério da Educação antecipou em um dia a divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017.

A partir de 18 de janeiro os estudantes poderão consultar os resultados individuais na Página do Participante, na internet.

A nova data foi divulgada hoje (12) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). É necessário informar o CPF e a senha cadastrada no momento da inscrição no Enem.

Quem não se lembra da senha pode recuperá-la na Página do Participante. É com ela que o estudante também terá acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ficará aberto de 29 de janeiro a 1º de fevereiro.

 Voz da Bahia

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foto: divulgação

Alguns cadernos de provas do processo seletivo realizado no último sábado (25), em Salvador, estavam com as respostas corretas destacadas em negrito.

Após estudantes que participaram do vestibular de medicina 2018.1 da Universidade Salvador (Unifacs), no domingo (26), na capital baiana, denunciarem que a maioria das provas do processo seletivo tinha questões com as respostas corretas destacadas em negrito, a instituição decidiu, nesta segunda-feira (28) anular a aplicação da prova.

Através de nota, a Unifacs informou que uma nova prova será realizada no dia 9 de dezembro (sábado), das 15h às 19h, no campus Tancredo Neves.

Ainda segundo a Unifacs, “a Consultec, empresa contratada para a elaboração e aplicação das provas de vestibulares da instituição há mais de 25 anos, identificou falhas pontuais na impressão de alguns cadernos de prova, aplicados no Vestibular de Medicina da UNIFACS 2018.1”.

Caso

De acordo com os candidatos, em algumas avaliações o realce nas alternativas era sutil, mas outras tinham as respostas sinalizadas com maior intensidade, o que chegou a fazer com que alguns estudantes pensassem que fosse um erro de impressão.

Em entrevista ao G1, nesta segunda-feira (27), a estudante Natália Machado, de 21 anos, contou que só se deu conta de que algo estava errado com a prova dela depois que chegou em casa e conversou com colegas de um curso pré-vestibular, que também tinham participado do processo seletivo.

“Não percebi, porque, na minha prova, estava bem de leve, e houve um outro problema. Antes de receber a prova, a fiscal já tinha avisado que a minha estava riscada na frente. Por isso achei que fosse um erro de impressão. Estava bem sutil. Ao contrário de outros candidatos, que estava bem destacado”, contou

Inconformada com a situação, a candidata se juntou a outros estudantes que fizeram a prova e procurou o Ministério Público (MP) nesta segunda-feira. “Eu acho um absurdo, porque a gente paga uma inscrição cara e se prepara por vários meses para fazer a prova. O mínimo que deveria vir era uma prova justa para todos os candidatos. Eu esperava uma prova justa”, disse.

A estudante Caroline Sales, 19 anos, também contou ao G1 que se sentiu lesada com a prova. Diferente de Natália, a prova dela sequer estava com as alternativas destacadas. Ela também tomou conhecimento do problema por amigos. “A minha prova não estava em negrito. Assim que cheguei em casa meus amigos falaram que a prova estava em negrito. A gente se preparou o ano todo para levar esse prejuízo”, afirmou.

A prova da instituição foi realizada entre as 9h e 13h do domingo, no campus localizado na Avenida Tancredo Neves. O processo seletivo teve taxa de inscrição entre R$ 300 e R$ 380. G1

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Justiça Federal suspendeu o item do edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que prevê nota zero para quem desrespeitar os direitos humanos na redação. A decisão provisória foi tomada em ação civil pública movida pela Associação Escola Sem Partido e divulgada nesta quinta-feira (26).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enem, informou que não foi notificado oficialmente, mas assim que for, irá recorrer.

A redação do Enem será aplicada no primeiro dia de provas, em 5 de novembro.

No pedido em tramitação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a Associação Escola Sem Partido sustenta que a regra não apresenta critério objetivo e tem “caráter de policiamento ideológico.”

“Ninguém é obrigado a dizer o que não pensa para entrar na universidade. O edital viola o direito de livre expressão do pensamento do candidato”, diz Romulo Martins Nagib, advogado do movimento, em entrevista ao G1.

Em sua decisão, o desembargador federal Carlos Moreira Alves, do TRF1, afirma que o “conteúdo ideológico do desenvolvimento do tema da redação é, ou deveria ser, um dos elementos de correção da prova discursiva, e não fundamento sumário para sua desconsideração, com atribuição de nota zero ao texto produzido, sem avaliação alguma em relação ao conteúdo intelectual desenvolvido pelo redator.”

O desembargador argumenta ainda que há “ausência de um referencial objetivo no edital dos certames” e que a “ofensa à garantia constitucional de liberdade de manfestação de pensamento e opinião também é vertente dos direitos humanos propriamente ditos.”

Nagib também refuta a justificativa do governo de “prevenção de discursos de ódio” para proibir que sejam escritas ideias que não venham ao encontro dos direitos humanos porque “a prova de redação não é pública, não existe publicidade.”

O que é desrespeito aos direitos humanos?

De acordo com o Inep, uma das competências exigidas para a redação do Enem é elaborar uma “proposta de intervenção” para o problema abordado no tema da redação. A proposta precisa respeitar os direitos humanos.

No manual de redação divulgado pelo Ministério da Educação como guia para os candidatos, há exemplos de ideias que ferem os direitos humanos e receberiam nota zero. São elas:

  • defesa de tortura;
  • mutilação;
  • execução sumária;
  • qualquer forma de “justiça com as próprias mãos”, isto é, sem a intervenção de instituições sociais devidamente autorizadas (o governo, as autoridades, as leis, por exemplo);
  • incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica;
  • explicitação de qualquer forma de discurso de ódio (voltado contra grupos sociais específicos).

O manual esclarece que qualquer menção ou apologia a tais ideias em qualquer parte da redação levaria à anulação do texto.

Exemplos de frases “nota zero”

O MEC divulgou alguns exemplos de trechos que levaram à atribuição de nota zero a redações de participantes do Enem 2016 por ferirem os direitos humanos. No ano passado, o tema foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.

Veja trechos com desrespeito aos direitos humanos escritos pelos candidatos:

  • “para combater a intolerância religiosa, deveria acabar com a liberdade de expressão”;
  • “podemos combater a intolerância religiosa acabando com as religiões e implantando uma doutrina única”;
  • “o Estado deve paralisar as superexposições de crenças e proibir as manifestações religiosas ao público”;
  • “a pessoa que não respeita a devoção do próximo não deveria ter direito social, como o voto”;
  • “a única maneira de punir o intolerante é o obrigando a frequentar a igreja daquele que foi ofendido, para que aprenda a respeitar a crença do outro”;
  • “que o indivíduo que não respeitar a lei seja punido com a perda do direito de participação de sua religião, que ele seja retirado da sua religião como punição”;
  • “por haver tanta discriminação, o caminho certo que se tem a tomar é acabar com todas as religiões”;
  • “que a cada agressão cometida o agressor recebesse na mesma proporção, tanto agressão física como mental”;
  • “o governo deveria punir e banir essas outras “crenças”, que não sejam referentes a Bíblia”.

G1

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou recentemente um convênio com o Instituto Politécnico da Maia (Ipmai), de Portugal, para que estudantes brasileiros possam usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso na instituição. Com isso, já são 27 as instituições de ensino superior portuguesas que aceitam o Enem.

As instituições portuguesas que usam o exame podem definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados. A revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos estudantes que cursarem o ensino superior em Portugal estão sujeitos à legislação brasileira aplicável à matéria.

O primeiro convênio interinstitucional foi firmado em 2014, com a Universidade de Coimbra. Os convênios não envolvem transferência de recursos e não preveem financiamento estudantil por parte do governo brasileiro.

O Inep já tem 27 convênios com as seguintes instituições portuguesas:

Universidade de Coimbra

Universidade de Algarve

Instituto Politécnico de Leiria

Instituto Politécnico de Beja

Instituto Politécnico do Porto

Instituto Politécnico de Portalegre

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

Instituto Politécnico de Coimbra

Universidade de Aveiro

Instituto Politécnico de Guarda

Universidade de Lisboa

Universidade do Porto

Universidade da Madeira

Instituto Politécnico de Viseu

Instituto Politécnico de Santarém

Universidade dos Açores

Universidade da Beira Interior

Universidade do Minho

Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Instituto Politécnico de Setúbal

Instituto Politécnico de Bragança

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Universidade Lusófona do Porto

Universidade Portucalense

Instituto Universitário da Maia (Ismai)

Instituto Politécnico da Maia (Ipmai)

Agência Brasil

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O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das coisas aguardadas com mais ansiedade pelos vestibulandos. Não há como adivinhar qual será o de 2017, mas pedimos a coordenadores de diferentes cursinhos que dessem sugestões de temas aos quais vale a pena ficar de olho.

Embora as apostas tenham variado, quase todas tinham algo em comum: tratam de questões sociais, seguindo o que seria uma tendência observada nos dois temas das provas de 2016, a intolerância religiosa e a racial.

Educação: Bullying – O assunto ficou em destaque com a série 13 Reasons why, exibida na Netflix, sobre uma garota que comete suicídio porque, entre outros motivos, sofreu bullying na escola. Como outros temas da prova, este também recebeu lei específica e recente do governo federal (lei 13.185/2015). “Seria uma forma leve de abordar um tema de educação, área que nunca foi abordada na prova, e que está na pauta do dia do país junto com outros fatos de impacto político e social”, diz Thiago Braga, professor e coordenador de redação do Colégio e Cursinho pH, do Rio de Janeiro.

Internet: Notícias falsas – As notícias falsas (fake news) ganharam maior destaque após influenciarem importantes fatos políticos, como a acirrada vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, e o resultado do plebiscito Brexit, que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia, ambos fatos marcados por inúmeras notícias falsas divulgadas na internet. O mesmo já ocorrera no Brasil nas eleições de 2014. A disseminação dessas notícias levou os gigantes Google e Facebook a adotar medidas de controle do que é veiculado. A aposta é de Ana Paula Dibbern, professora de Português e Redação do Cursinho Maximize, em São Paulo.

Tecnologia e sociedade: Tecnovícios – a relação viciante que os brasileiros experimentam no uso de telefones celulares multimídia. O uso intenso de smartphones envolve inúmeros aspectos, como na família, em educação, na saúde e no trânsito, entre outros. A dica é do professor Sérgio de Lima Paganim, Supervisor de Português do Curso Anglo, em São Paulo.

Saúde: Obesidade – Ela está em crescimento no país. Segundo a última pesquisa por amostragem, feita por telefone pelo Ministério da Saúde, nos últimos dez anos a obesidade subiu de 11,8% das pessoas consultadas para 18,9%. Mais da metade dos consultados (53,8%) disseram que estão com excesso de peso; há dez anos eram 42,6%.

Foram ouvidas mais de 53 mil pessoas com 18 anos ou mais de idade. “A redação do Enem costuma funcionar como forma de conscientizar as pessoas sobre o tema escolhido. As famílias, país afora, discutem o assunto que caiu na prova.

É o que aconteceu com a questão da persistência da violência contra a mulher, por exemplo.

Na esfera da saúde do brasileiro, temos dois dados bastante preocupantes: o crescimento da obesidade e também o das ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)”, destaca Dibbern, do Maximize, para quem os temas podem aparecer associados a bullying.

Meio ambiente: responsabilidade ambiental – “Após episódios como o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, o corte de recursos do Fundo Amazônia pelo governo da Noruega, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Aquecimento Global, entre outros fatos, os temas ligados à questão ambiental ganharam destaque e podem aparecer na redação.

Dentre os recortes possíveis, merecem atenção a poluição urbana em lixo e transporte, o desmatamento e a geração de energia”, aposta Dibbern.

“Se quiserem falar da questão ambiental e fugir do polêmico tema Amazônia, eles vão abordar a questão do lixo e da reciclagem. O país quase não faz coleta seletiva de lixo e recicla pouco. Acho que esse tema viria endereçado a uma questão geral, como a responsabilidade das empresas, ou a necessidade de difusão de uma cultura de coleta seletiva e de reciclagem”, avalia Braga, do pH.

Paganim, do Anglo, também avalia os temas de Meio Ambiente como fortes para cair na prova.

Voz da Bahia

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Feita a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudantes podem desde já aprofundar ainda mais os estudos.

Duas plataformas online disponibilizam simulados gratuitamente este mês.

As inscrições do Enem terminaram na sexta-feira (19) e até a última atualização do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 6,5 milhões haviam se inscrito.

O Geekie Games abriu neste fim de semana acesso a um simulado gratuito com dois cadernos de provas.

As áreas de conhecimento estão organizadas da mesma forma que o Enem: haverá questões de linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias no primeiro dia de avaliação; matemática e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias estarão no segundo dia de prova.

Os estudantes têm até as 20h do dia 28 deste mês, no horário de Brasília.

Após iniciado o teste, os estudantes terão até duas horas seguidas para concluir cada caderno de prova.

Ao entregá-las, os participantes receberão imediatamente um relatório gratuito com os assuntos mais errados, além do gabarito das questões. Também poderão comparar se conseguiriam ou não ser aprovados no curso que desejam, com base nas notas do ano passado.

Para fazer os simulados de 2017 basta que o estudante crie uma conta gratuita no site do Geekie Games ou baixe o aplicativo para Android.

Outro simulado é o da plataforma Descomplica, que será aplicado no próximo dia 28 e no dia 4 de junho.

As inscrições estão abertas.

Com o mesmo formato do Enem, o simulado aplicado em dois domingos.

Os estudantes terão acesso à correção e às notas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do ano passado, para que possam estimar se conseguiriam ser aprovados no curso que desejam.

 Voz da Bahia
R7 Notícias

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Diferente de outros vestibulares, o Enem não tem uma lista de obras literárias obrigatória para a prova de Literatura. A escolha reflete o objetivo do exame, que, muito mais do que cobrar conteúdo, avalia habilidades e competências do estudante.

“O que o aluno precisa entender é que o texto será sempre ponto de partida para questões mais amplas”, explica Danislau, professor do Cursinho CPV.

Mas isso não significa que a disciplina tenha uma importância menor ou que seu estudo seja simplificado. Pelo contrário, o aluno precisa ter a perspicácia de perceber tudo que um texto está dizendo. Nesse sentido, a literatura deve ser estudada enquanto arte, notando que todo texto diz muito mais do que aparenta estar dizendo.

“No parnasianismo, quando lemos a descrição de um lustre, o que temos que ver é a valorização da objetividade e saber o porquê dessa valorização”, destaca Danislau.

Para isso, não tem segredo, apenas trabalho duro. “O aluno precisa estar familiarizado com os estilos e conseguir fazer pontes com outras disciplinas, e isso só é possível com o hábito da leitura”, diz Danislau.

E, aqui, chegamos novamente à lista de obras. Apesar de não serem obrigatórias, todo aluno deveria conhecer as referências incontornáveis de cada Escola Literária: Luís de Camões, Gregório de Matos, José de Alencar, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Guimarães Rosa são alguns dos autores que valem uma leitura detalhada. E por leitura detalhada entende-se, a partir do livro, observar o período no tempo e no espaço em que ele foi criado.

Captar qual era o momento histórico, quais eram os valores sociais da época, qual a visão de mundo predominante, quais eram os problemas de saúde mais críticos, como as pessoas lidavam com questões de gênero, enfim, usar o texto para se transportar para a situação do próprio autor.

“Só assim o estudante conseguirá, a partir do texto literário, fazer conexões com disciplinas como Filosofia, Sociologia, História e Geografia mostrando habilidades exigidas pelo Enem”, finaliza Danislau.

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Três instituições de ensino superior de Portugal vão passar usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção e admissão de alunos brasileiros: o Instituto Universitário de Ciências da Saúde, a Escola Superior de Saúde do Vale do Ave e a Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa.

Com isso, a lista de instituições portuguesas que aceitam o exame sobe para 21.Os acordos para uso do Enem vêm sendo firmados com instituições portuguesas de ensino superior desde 2014.

O último acordo de cooperação foi assinado na quinta-feira (16) pela presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini e pela Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (Cespu), mantenedora das três instituições acima, localizadas na região da cidade do Porto.

O diretor da Cespu, Luis Manuel Duarte Martins da Silva, disse que atualmente, 20% das vagas nas instituições são direcionadas a estudantes estrangeiros, informou o Inep.

Para selecionar brasileiros para seus cursos de graduação, a Cespu vai usar a nota da prova de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias.

A nota do Enem será somada com a média das notas do ensino médio do candidato.

Voz da Bahia

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Os treineiros – candidatos que ainda não concluíram o ensino médio – terão acesso às notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) à meia-noite de segunda-feira (20).

Para saber quanto tiraram nas provas os estudantes terão que acessar a Página do Participante na internet. As notas do Enem dos demais candidatos foram divulgadas no dia 18 de janeiro.

Os treineiros, no entanto, têm o resultado divulgado depois para que não possam participar dos processos seletivos para vagas no ensino superior público, como Sistema de Seleção Unificada, e bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos.

As vagas no ensino superior são voltadas apenas aqueles que concluíram o ensino médio. Na edição de 2016, foram 1.344.060 treineiros inscritos, o que representa 16% do total.

Se esses participantes tiverem feito a edição anterior, em sua página de resultados aparecerá a nota de 2015. Esse grupo de candidatos representa 16% do total de inscritos no Enem 2016. Ao todo, mais de 6,1 milhões de candidatos fizeram o Enem no ano passado.

Agência Brasil

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O processo de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai se tornar mais difícil para quem quer pedir a isenção da taxa. De acordo com as mudanças no Enem 2017 anunciadas pelo Ministério da Educação na quinta-feira (9), os estudantes que têm direito à isenção por serem de famílias de baixa renda e que estejam cadastrados em sistemas de benefícios sociais do governo federal precisarão inserir mais documentos de identificação no sistema de inscrição do Enem.

O MEC afirmou, em nota, que “a comprovação, a partir do Enem 2017, será mais completa”. De acordo com o ministro Mendonça Filho, o objetivo é combater a fraude. “Vamos combater a fraude, o uso indevido por parte de pessoas que, a rigor, têm renda elevada e não deveriam se utilizar desse mecanismo, destinado aos mais pobres.

Teremos mais controle contra informações falsas, que pressupõem até o cometimento de crime.” De acordo com dados divulgados na tarde de quinta-feira, 77% dos inscritos no Enem 2016 não precisaram pagar a taxa de R$ 68 para fazer o exame. Dos 8,6 milhões de inscritos, só 2 milhões ficaram sem a isenção.

Entre os isentos, a maior parte deles declararam se encaixar nos critérios de baixa renda exigidos no edital. De acordo com o MEC, o Enem 2017 vai usar quatro critérios para conceder isenção na taxa de inscrição:

Estudante da rede pública (no terceiro ano do ensino médio): em nota divulgada na quinta, o ministério afirmou que “seguirá concedendo a gratuidade para concluintes do ensino médio de escolas públicas”.

De acordo com o edital do Enem 2016, essa gratuidade era conferida “automaticamente” no ato de inscrição. Ao informar seus dados, o candidato que estivesse “matriculado em qualquer modalidade de ensino em escola da rede pública, declarada ao Censo Escolar da Educação Básica”, recebia esse benefício.

Candidato que se encaixa na Lei 12.799/2013: Essa lei obrigada as instituições federais de ensino superior a conceder isenção de pagamento de taxas de inscrição em vestibulares a todas as pessoas que cumpram dois requisitos. O primeiro deles é ser de família com renda per capita de até um e meio salário mínimo.

O segundo requisito é ter estudado em escola pública durante todo o ensino médio, ou ter estudado com bolsa integral em uma escola particular durante o ensino médio.

O edital do Enem 2016 deixava claro que, para entrar neste critério, é preciso atender aos dois requisitos, e não apenas um deles.

Candidato com inscrição no CadÚnico: O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é um sistema do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS) de identificação das famílias brasileiras de baixa renda, que centraliza a informação das pessoas beneficiadas por programas sociais como o Bolsa Família.

De acordo com o MEC, ao contrário do Enem 2016, neste ano os candidatos que estão inscritos no CadÚnico terão que inserir seu Número de Identificação Social (NIS) no sistema de inscrição do Enem.

O NIS é o equivalente ao número do Programa de Integração Social (PIS) para beneficiários de programas sociais, e pode ser consultado em agências da Caixa Econômica Federal. Com o NIS, o sistema fará o cruzamento de dados e comprovará a situação socioeconômica da família.

Neste caso, é considerado apto a receber a isenção o candidato de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Candidato de baixa renda sem inscrição no CadÚnico: Até o ano passado, o MEC não exigia a comprovação de inscrição no CadÚnico para conceder a isenção da taxa do Enem.

Para solicitar o benefício, o estudante de baixa renda precisava declarar e comprovar sua situação socioeconômica no ato da inscrição. Neste ano, porém, a presença no CadÚnico não é requisito obrigatório.

O MEC afirmou que, “em situação excepcional, o participante poderá declarar que atende às condições do decreto e da lei que permitem a gratuidade”, como ocorria no ano passado.

O decreto em questão é o de nº 6.135, de 26 de junho de 2007, que caracteriza, como baixa renda, a família com renda per capita de até meio salário mínimo, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Voz da Bahia