Mídia: Assad ganha vitória estratégica contra os EUA

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    Cidade de Abu Kamal foi completamente libertada dos terroristas, escreveu na sexta (10) o jornal russo Vzglyad. Mas por que essa pequena cidade tem um papel fundamental para o Pentágono e a CIA?

    Na noite passada, o exército sírio acabou a missão de reconquista de Abu Kamal, uma pequena cidade síria na fronteira entre a Síria, o Iraque e a Jordânia. O papel da aviação e da marinha russa que participaram da operação de libertação da cidade foi crucial.

    Esta cidade foi durante muito tempo controlada pelos jihadistas, sendo uma base de retaguarda. Para sul o Daesh controlava todo o território até à cidade de Bagdá, para norte até Raqqa e a oeste até Palmira. Ninguém tinha interesse pela pequena cidade no Eufrates até o início da ofensiva do exército sírio apoiado pela aviação russa.

    Assim começou a corrida para o Eufrates para saber quem tomaria mais rapidamente o controle da fronteira da Síria com o Iraque e Jordânia. Durante esta guerra estranha, as forças da antiga “oposição moderada” impediam por todos os meios o avanço das forças governamentais sírias e tropas aliadas, agindo taticamente em proveito do Daesh.

    Se aproximando de Abu Kamal, os norte-americanos instalaram uma estação de transmissão para exortar os habitantes a se insurgirem contra o regime do Daesh. Tal como nos manuais. Mas ninguém se revoltou.

    A captura da cidade devia se tornar o episódio principal do combate norte-americano contra o Daesh.

    Tudo isso se iniciou em 2016, quando os jihadistas sofreram uma série de derrotas dolorosas do exército sírio e da aviação russa. Esta operação teria como objetivo fazer os EUA intervirem na guerra na Síria como um ator real.

    Mas as coisas deram errado.

    A rádio propagandista foi a primeira a se calar, os agentes da CIA já não respondiam e depois desapareceu o comboio.

    Os especialistas norte-americanos e britânicos que acompanhavam o comboio não foram encontrados. Seja como for, o comboio do Novo Exército Sírio chegou a Abu Kamal sem qualquer apoio aéreo e os jihadistas simplesmente o dizimaram.

    Dos 100 homens, 40 foram mortos no local. Vinte foram feitos prisioneiros e decapitados. O destino dos norte-americanos e britânicos permanece desconhecido. Mas todo o “exército” formado pela CIA se evaporou literalmente no deserto.

    Foi assim que Abu Kamal se tornou um novo símbolo de derrota absurda para os norte-americanos.

    Em 6 de novembro, o exército iraquiano limpou Al-Qaim, uma cidade vizinha de Abu Kamal, dos terroristas. Com esta libertação, a operação para expulsar o Daesh do oeste do Iraque pode ser considerada como bem-sucedida.

    Com informações do Sputnik.

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